No Brasil vive-se um processo eleitoral em que menos importantes são os nomes dos candidatos, mas os projetos que carregam. Já vivemos esta situação mais de uma vez no país. Quem sempre perdeu foram os mais pobres, a população racializada, as mulheres, a comunicação.

 

Quando um projeto político em disputa coloca em risco a democracia, a vida das mulheres também está sob risco, o direito a uma comunicação livre e democrática, idem. Se um dos indicadores da qualidade de uma democracia é o acesso livre à comunicação e a pluralidade de ideias, a isso se associa o lugar das mulheres nessa sociedade.

 

No primeiro turno no Brasil, as mulheres jornalistas foram as maiores vítimas de violência digital e assédio, concentrando 77,3% dos ataques no X (Twitter) e 79,1% no Instagram, segundo dados da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) e da Abraji. Aumentou em 22% o número de registros policiais de violência contra mulheres jornalistas.

 

O Relatório divulgado pela ONU Mulheres aponta que 1 em cada 4 incidentes de violência online contra jornalistas e ativistas envolveu o uso de inteligência artificial, incluindo casos de deepfakes (6%) e vazamento não consensual de imagens íntimas (12%).

 

A quem interessa, nesse quadro, defender a democracia? Se existe alguma dúvida, aqui respondem as mulheres jornalistas do Rio Grande do Sul, integrantes do Núcleo de Gênero e Diversidade do SindJoRS e Querela Jornalistas Feministas: a toda a sociedade.

 

O fascismo encarnado no candidato bolsonarista já deu mostras do seu caráter misógino e violento no passado recente e no presente. Por gestos e palavras subalterniza as mulheres, ataca a usa a comunicação para fins não democráticos, acua as profissionais de imprensa, ameaçando-nos e às nossas famílias, adoecendo-nos.

 

Apoiar o projeto democrático de Lula é hoje questão de vida para nós mulheres jornalistas. Não recuaremos! Por isso nos unimos a todas e todos que lutam por uma sociedade justa, que respeite as mulheres, valorize a comunicação com uma parte indissociável da democracia.

 

Núcleo de Gênero e Diversidade do SindJoRS e Querela Jornalistas Feministas