É com tristeza que o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul – SindJoRS – recebeu as notícias das passagens dos colegas Paulo Moreira, sindicalizado desde 1982, jornalista e radialista, e de Alexandre Davi Piazza Schiffner, radialista. Nossos sentimentos às famílias, aos amigos, amigas e colegas que já sentem a falta desses profissionais.

 

Alexandre Davi Piazza Schiffner, operador de câmera na TVE, era também diretor do Sindicato dos Radialistas, casado com Ângela Schiffner e tinha 1 filho, Alan Schiffner. Ele sofreu um AVC fulminante e veio a óbito. O enterro ocorreu hoje, às 14h, no Cemitério São Miguel e Almas.

 

O velório de Paulo Moreira ocorre no Cemitério Santa Casa (av. Oscar Pereira, 423), capela 06, neste domingo, 17 de dezembro, desde às 13h. A cerimônia de despedida será às 17h. O jornalista enfrentava problemas de saúde há alguns anos. Uma das vozes mais conhecidas e respeitadas do rádio gaúcho, especializado em jazz, o comunicador Paulo Moreira enfrentava problema renal. Com 63 anos completados no dia 13 de setembro, o jornalista conviveu com essa doença por mais de 19 anos e esteve mais de 12 anos na lista para transplante de rim. Ele deixa duas filhas e uma neta.

 

Segundo o Jornal Correio do Povo, nos mais de 40 anos de carreira, Paulo Moreira dedicou a maior parte à produção, redação e radiodifusão de conteúdos musicais. Atuou na Rádio 102 FM, de 1994 a 1996, produzindo o programa Jam Session, apresentado por Ruy Carlos Ostermann. De 1997 a 1999, exerceu reportagem e crítica de música e cinema no jornal Correio do Povo. Realizou cursos sobre História do Jazz e do Rock durante quatro anos dentro da programação do StudioClio. Produziu e apresentou o programa Sessão Jazz na rádio FM Cultura, por quase 20 anos, e nos últimos anos na rádio online salvesintonia.com, além do projeto Audições Comentadas, no Instituto Ling.

 

O ex-colega da TVE e FM Cultura José Fernando Cardoso fez uma justa homenagem para Paulo Moreira. “Neste fim de semana, os antigos colegas de TVE e FM Cultura do Paulo Moreira tiveram a notícia que temiam, mas que infelizmente já era mais ou menos esperada: Paulinho se foi. Com problemas de saúde crônicos, após uma longa batalha, não resistiu. Todo guerreiro tem seu limite, embora em alguns momentos o Paulinho nos desse esperanças de que fosse passar por cima desses limites, tamanha era sua disposição em reunir o pouco de forças que ainda tinha pra não se entregar. O Paulinho era um cara solar, movido pelo entusiasmo. Falava de músicas, livros e filmes com alegria de criança. Vai fazer uma falta tremenda.

 

Na verdade, já fazia: desde 2017, quando a gestão que propôs a extinção da Fundação Piratini resolveu “descontinuar” o Sessão Jazz. O programa que Paulinho criou em 1999 e apresentava de segunda à sexta à noite na FM Cultura educou mais de uma geração de ouvintes para o jazz e a música instrumental, teve papel fundamental em movimentar a cena musical local e tornou-se uma referência nacional. Quando começaram as realocações dos Servidores da FM Cultura e da TVE, no mesmo âmbito de desmonte/extinção das emissoras, nós, um grupo de colegas da 107,7, resolvemos continuar nossas atividades em uma Rádio Web que chamamos de Salve Sintonia. A ideia era, além de desempenhar nossas antigas funções nessa nova emissora, seguir colocando no ar os programas de alguns dos profissionais que mais admirávamos na nossa antiga casa. Claro que os primeiros nomes nos quais pensamos foram o Paulinho, a Ivette Brandalise e o Demétrio Xavier. Eles aceitaram nosso convite e a Salve Sintonia cumpriu seu papel por dois anos, até que fomos, aos poucos, sendo reintegrados à FM Cultura, que, assim como a TVE, resiste.

 

Do Paulo, vão ficar na lembrança o conhecimento enciclopédico, o entusiasmo com que se entregava ao trabalho – ele estava sempre pronto: “microfone aberto, Paulo Moreira por perto”, brincava -, os divertidos debates musicais e cinematográficos e as incontáveis risadas nas tardes da redação da FM Cultura. Paulo Moreira não tem substituto – desde 2017 e agora para sempre. Vai em paz, velhinho”, encerrou José Fernando Cardoso.

 

Texto: Laura Santos Rocha/Diretoria SindJoRS