Foi na antiga TV Difusora, nos anos 1970, que Cleusa Maria Paim Aguiar fez as primeiras reportagens

 

Faleceu na tarde de domingo (22) Cleusa Maria Paim Aguiar, a primeira repórter de televisão no Rio Grande do Sul. Aos 72 anos, Cleusa sofria há 14 anos de um quadro progressivo de comprometimento da compreensão verbal e do reconhecimento de objetos e pessoas. Conforme informações do Coletiva.net, Cleusa começou a trabalhar na antiga TV Difusora nos anos 1970 na função de repórter.

 

Ela foi presa política aos 18 anos em Recife, para retornar a liberdade optou pela anulação de seu primeiro casamento voltando a ser menor de idade. Com isso, depois de 11 meses de prisão nos porões da ditadura, pode retornar para o Rio Grande do Sul onde terminou o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

 

Foi no curso de Jornalismo da UFRGS que Cleusa conheceu João Carlos Ferreira da Silva (Joca), com quem viveu por 13 anos. Os dois foram para Uruguaiana, onde fundaram o Jornal de Uruguaiana nos anos 1980. Eles tiveram duas filhas: Paula Aguiar e Cristina.

 

Retornando para Porto Alegre nos anos 1990, foi assessora de imprensa da Secretaria de Planejamento e do Sinduscon, além de trabalhar na revista Amanhã e editora Plural. Também foi responsável por estruturar a Comunicação da Copesul e, em 2005, ingressou no mesmo setor na ADVB-RS.

 

Em 2008 já estava com a doença, mas, embora debilitada, em 2012 teve uma breve participação no documentário ‘Vou Contar para os Meus Filhos’, de Tuca Siqueira. O curta relata a história de 21 mulheres que foram presas políticas na Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, em Recife, no período de 1969 a 1979.

 

Walmaro Paz  | Brasil de Fato | Porto Alegre | 24 de Maio de 2022, às 09:09 | Edição: Katia Marko

 

* Com informações do site Coletiva.net