A manifestação da árvore em 25 de fevereiro de 1975 enfrentou a ditadura e desatou um nó político no Brasil. Até ali, vencia o medo da repressão, com muitas mortes, desaparecimentos e prisões. O ato de desobediência civil do estudante de Engenharia Carlos Dayrell ao subir na tipuana que seria derrubada com outras 21 árvores para a construção de um viaduto, teve apoio imediato de Marcos Saraçol e Teresa Jardim, de estudantes e populares que começaram a cercar o ato. A repercussão foi imensa no Brasil e no mundo. A pioneira Agapan, criada quatro anos antes, ganhou notoriedade imediata (Dayrell integrava a entidade). Perdido o medo, com o assassinato sob tortura do jornalista Vladimir Herzog poucos dias depois, as ruas voltaram a ser dos manifestantes e população até a derrubada da ditadura. Numa cidade devastada pela ganância e especulação imobiliária, celebrar uma árvore pode ser o sinal para uma virada.
Como em 2015, quando o ato heroico completou 40 anos, a tipuana salva por Dayrell, Marcos e Teresa, na frente da Faculdade de Direito da UFRGS, será palco de nova celebração dia 25, a partir das 17h.
ENTREVISTAS: Marcos Saraçol, fone/zap 51 9849-1437
FOTOS DIVULGAÇÃO DO ATO DE 2015 (acima) – A placa comemorativa, Marcos Saraçol e manifestação
Veja matérias publicadas sobre o ato histórico (clique no nome do veículo)
Leia também:
Fabico da UFRGS restabelece homenagem ao jornalista morto pela ditadura militar em 1975