O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) encaminhou a pauta de reivindicações da Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) 2026/2027, via endereço eletrônico, à patronal no dia 29 de maio e, agora, aguarda que seja marcada a primeira reunião de negociação entre os sindicatos de trabalhadoras(es) e patronais. Com essa atividade, o SindJoRS, juntamente com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), deu início à mobilização gaúcha da categoria, dentro da Campanha Nacional Unificada em todo o país, com o objetivo de fortalecer a luta e garantir direitos essenciais para o exercício profissional.

 

A proposta defende uma reposição da inflação conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), projetado em aproximadamente 3%, mais 10% de ganho real para os e as jornalistas, a equiparação do piso da capital com algumas cidades do interior, entre outras reivindicações. O SindJoRS constituiu um grupo de trabalho composto por integrantes da diretoria executiva e a assessoria jurídica da entidade para organizar a linha de defesa das demandas junto à patronal. Conforme a presidenta do SindJoRS, Laura Santos Rocha, o grupo de trabalho responsável em pensar a pauta de reivindicações, que foi apresentada aos sindicatos patronais, iniciou esse estudo logo após a assinatura da convenção coletiva de trabalho (CCT) 2025/2026, com reuniões semanais que possuem o compromisso de entregar uma proposta que mantenha os direitos atuais da categoria e consiga conquistar novos. “É um trabalho árduo, desgastante e nem sempre conhecido e reconhecido. Mas, totalmente necessário pela complexidade e seriedade do tema. Envolvem conquistas para todas e todos jornalistas, de diferentes segmentos, que são pessoas com seus anseios e necessidades. O fato de 35 colegas terem participado de nossa pesquisa, nesse ano, sobre os principais assuntos que deveriam ser abordados na pauta, demonstra que estamos no caminho certo: procurando agregar para somar e avançar ainda mais”.

 

Principais reivindicações

  • Os Jornalistas que desempenham suas atividades na Capital do Estado, Canoas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande, Pelotas e Santa Maria receberão piso de R$ 3.989,59 (Três mil, novecentos e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos) a partir de 1º de junho de 2026;
  • Os Jornalistas que desempenham suas atividades nos demais municípios do estado receberão piso de R$ 3.397,24 (Três mil, trezentos e noventa e sete reais e vinte e quatro centavos), a partir de 1º de junho de 2026;
  • Quando jornalista estiver em viagem e esta ocorrer em feriados, será também devido o pagamento de horas extraordinárias com o acréscimo de 100%;
  • Empresas com mais de 10 (dez) trabalhadoras e trabalhadores fornecerão vales-refeição no valor de R$ 720 (setecentos e vinte reais) correspondentes aos dias trabalhados;
  • As empresas que promovam atividades, entre 22h e 6h da manhã, estão obrigadas a fornecer e/ou patrocinar o transporte dos empregados que trabalharem neste horário;
  • Identificados fatores relevantes, a empresa deverá implementar medidas prioritariamente organizacionais (revisão de escalas, dimensionamento, fluxos, prazos, pausas, regras de desconexão e protocolos contra assédio/violência/racismo), com responsáveis e prazos definidos no plano de ação do PGR, entre outras. Confira a pauta de reivindicações na íntegra aqui.

 

A próxima etapa será a realização da primeira reunião para debater a CCT 2026/2027, que deve ser agendada pela patronal.

 

Texto: Mateus Azevedo / Diretoria SindJoRS