O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) manifesta profundo pesar pelo falecimento do jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos, um dos maiores nomes da imprensa gaúcha e uma das maiores referências do jornalismo político brasileiro.

 

Além de sua destacada atuação profissional, Carlos Bastos sempre participou ativamente da vida sindical. Presença constante no SindJoRS, integrava a Comissão de Ética da entidade, onde era reconhecido pela serenidade, equilíbrio, defesa dos princípios da profissão e pelo compromisso com o fortalecimento do jornalismo e da organização sindical. Sua experiência e seu senso de justiça deixaram uma marca permanente na vida da entidade.

 

A história do jornalismo gaúcho se confunde com a trajetória de Carlos Bastos. Sua partida representa uma perda irreparável para a imprensa brasileira, mas seu legado permanecerá vivo nas reportagens que escreveu, nas funções que ocupou, na memória que preservou, na atuação sindical que exerceu e nos profissionais que inspirou.

 

Repórter, editor, colunista e gestor de comunicação pública, formou gerações de jornalistas e conquistou o respeito de profissionais de diferentes correntes políticas e editoriais. Sua credibilidade foi construída pela independência, pela seriedade e pela convicção de que o jornalismo é um serviço essencial à democracia.

 

Ao longo de mais de sete décadas de profissão, Carlos Bastos testemunhou e ajudou a contar a história política do Rio Grande do Sul e do Brasil. Das redações de O Clarim, A Hora, Última Hora, Zero Hora, Rádio e TV Gaúcha, Rádio e TV Difusora, Rádio Guaíba e Jornal do Comércio, entre outros veículos, construiu uma trajetória marcada pelo rigor da apuração, pela memória extraordinária, pela generosidade, pela elegância no trato com as pessoas e pelo profundo respeito aos colegas, amigos e fontes, além do compromisso permanente com o interesse público.

 

Carlos Bastos foi testemunha privilegiada de alguns dos momentos mais decisivos da história brasileira. Em 1961, acompanhou de dentro do Palácio Piratini a Campanha da Legalidade, liderada pelo então governador Leonel Brizola em defesa da posse constitucional de João Goulart. Como jornalista, registrou os bastidores de uma mobilização que se tornou um marco da resistência democrática e consolidou o Rio Grande do Sul como palco de um dos episódios mais importantes da história política do país. Décadas depois, seus relatos permaneceram como fonte indispensável para compreender aquele momento em que a defesa da Constituição prevaleceu sobre a tentativa de ruptura institucional.

 

Conhecido como um verdadeiro “contador de histórias”, Bastos fazia da memória uma ferramenta de trabalho e da reportagem um exercício permanente de contextualização. Mais do que narrar os acontecimentos, preservava personagens, bastidores e episódios fundamentais para compreender a formação política e institucional do Estado. Generoso com os colegas, era também um mestre informal, sempre disposto a compartilhar conhecimento, experiências e histórias de redação.

 

A história do jornalismo gaúcho se confunde com a trajetória de Carlos Bastos. Sua partida representa uma perda irreparável para a imprensa brasileira, mas seu legado permanecerá vivo nas reportagens que escreveu, nas funções que ocupou, na memória que preservou, na atuação sindical que exerceu e nos profissionais que inspirou.

 

Neste momento de dor, o SindJoRS solidariza-se com familiares, amigas, amigos, colegas de profissão e com todas aquelas pessoas que tiveram o privilégio de conviver, aprender e compartilhar a amizade de Carlos Bastos.

 

Carlos Bastos deixa a esposa, Ana Maria Lopes de Almeida Bastos, quatro filhos e quatro netos. O velório de Bastos inicia amanhã, 22 de julho, às 9h30min, no Salão Júlio de Castilhos, da Assembleia Legislativa. O enterro ocorrerá, após às 17h, no Cemitério São Miguel e Almas, na Av. Prof. Oscar Pereira, 400, em Porto Alegre/RS.

 

Diretoria do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS)

 

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