O jornalista e radialista João Antônio Lopes Garcia, o “Gordo Bola Cheia”, morreu na tarde desta terça-feira (18), aos 77 anos, em decorrência de um acidente doméstico sofrido na madrugada anterior. A notícia comoveu a categoria e deixou um vazio no jornalismo esportivo gaúcho, que teve nele uma de suas vozes mais tradicionais por mais de cinco décadas. O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) presta sua solidariedade à família, aos amigos e a todos os colegas de profissão neste momento de despedida. O velório está ocorrendo hoje, 19, até às 17h, no Angelus Memorial e Crematório, na Av. Porto Alegre, 320 sala 02, bairro Medianeira, em Porto Alegre/RS.

 

João Garcia construiu uma carreira sólida no rádio e se consagrou como uma referência da crônica esportiva do Estado, com passagens pelos principais veículos gaúchos e coberturas de grandes eventos, incluindo Copas do Mundo. Ao longo de décadas no ar, tornou-se uma presença conhecida e querida entre os torcedores gaúchos, marcando gerações de ouvintes com suas análises sobre o futebol local e nacional. Presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg), entidade à frente da qual atuou pela valorização da categoria e pelo fortalecimento da entidade.

 

Nos últimos anos, porém, o jornalista enfrentava também uma dura batalha de saúde, longe dos microfones. Diagnosticado com aterosclerose — doença que compromete a circulação sanguínea, ele contou com apoio de colegas e amigos, em 2023, para custear parte do tratamento. Em junho deste ano, o quadro se agravou e João precisou passar por procedimentos cirúrgicos, entre eles a amputação de parte dos dedos do pé para conter uma infecção, além de cateterismo e colocação de dois stents. Na ocasião, voltou a receber apoio para arcar com medicamentos, curativos, fisioterapia e adaptações necessárias em casa durante a recuperação.

 

A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos divulgou nota lamentando a perda, destacando o trabalho de João Garcia “pela valorização dos cronistas esportivos, pela defesa da categoria e pelo fortalecimento da entidade”. O jornalista deixa a esposa, Nélia Garcia, a filha Thaynã e os netos Lucas, Bethânia e Dielly. A perda da filha Thayani foi um dos tristes momentos do jornalista, além dos problemas de saúde.

 

Texto: Carla Seabra / Diretoria SindJoRS