Na manhã deste domingo (08), o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) participou da Marcha do Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras. A concentração foi na Ponte de Pedra, no Largo dos Açorianos, e seguiu até a Praça do Aeromóvel, no Gasômetro.
Além da defesa da vida das mulheres, o ato também reivindicou o fim da escala 6×1, entre outras pautas sociais. A presidenta do SindJoRS, Laura Santos Rocha, defende que todas as entidades sindicais devem unir forças neste momento em que mulheres, na sua maioria trabalhadoras de diferentes segmentos, estão sendo assassinadas. “Nós, do SindJoRS, temos ainda o dever de reivindicar que a imprensa altere a forma como retrata esses acontecimentos. A mulher é vítima das diferentes formas de agressão. Então, quem precisa estar estampado nas capas dos diferentes veículos é o homem. Ele é quem precisa ter vergonha dos seus atos. Precisamos unir forças e falar sobre o assunto para acabar com qualquer tipo de agressão. Violência contra as mulheres nunca mais”.
Até este domingo, o RS já havia registrado 20 feminicídios, sendo o estado brasileiro com mais registros desse crime de gênero.
Jornalistas que inspiram
Já no sábado (07), a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), com o apoio do SindJoRS, realizou a sexta edição do painel “Jornalistas Inspiradoras”. A atividade iniciou às 10h, no Salão Nobre da ARI, e teve como tema a “Violência e as Jornalistas Mulheres”. O evento contou com a presença da vice-prefeita de Porto Alegre, Betina Worm.
A 2ª secretária executiva do SindJoRS e também integrante da diretoria da ARI, Thamara Pereira, representou o Sindicato no evento e defendeu a importância de um manual de orientação à imprensa sobre como lidar com casos de feminicídio e demais situações de violência de gênero.
O evento teve a contribuição das painelistas Manuela Borges e Fabiana Reinholz. Manuela Borges é Jornalista, com 23 anos de experiência, e atua no Instituto Conhecimento Liberta (ICL). A profissional teve passagens pela TV Record, SBT, CBN, RedeTV e Fundação Astrojildo Pereira.
Já Fabiana Reinholz é repórter do Brasil de Fato RS, vencedora do Prêmio ARI Banrisul de Jornalismo, em 2025, com a reportagem sobre crianças órfãs do feminicídio. A mediação do painel foi da primeira vice-presidente da ARI, Cláudia Coutinho.
Durante as manifestações, as painelistas relataram ao público presente inúmeras situações, vivenciadas por estas, de violência de gênero no exercício profissional. Depois, foi aberto espaço para um debate sobre os desafios enfrentados por mulheres no exercício do jornalismo, em que inúmeras mulheres e alguns homens se manifestaram.
Texto: Mateus Azevedo / Diretoria SindJoRS
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