A defesa da formação superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão e o fortalecimento da presença feminina nos cargos de direção foram as principais bandeiras apresentadas pela jornalista Cláudia Coutinho ao assumir, nesta quarta-feira (8), a presidência da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Primeira mulher a comandar a entidade em seus 91 anos de história, ela estará à frente da instituição no triênio 2026-2029.

 

Em seu discurso de posse, Cláudia afirmou que, diante da expansão da desinformação, da proliferação de conteúdos produzidos por inteligência artificial e da atuação de pessoas que se apresentam como jornalistas sem formação, torna-se ainda mais necessária a valorização do jornalismo profissional e da exigência do diploma para o exercício da atividade.

 

A sociedade vive uma avalanche de conteúdos gerados por inteligência artificial e por pessoas que criam canais nas redes sociais como se jornalistas fossem. Nosso desafio é combater esse falso jornalismo, praticando o jornalismo de verdade, com ética, responsabilidade e compromisso com os fatos”, afirmou.

 

A nova presidenta também anunciou que pretende estreitar a relação da ARI com as universidades gaúchas, aproximando estudantes e pesquisadores da entidade. Segundo ela, a associação deve assumir um papel de referência na defesa do jornalismo e na reflexão sobre os desafios da profissão em um cenário marcado pelas transformações tecnológicas.

 

Outro tema destacado foi a desigualdade de gênero na direção das redações. Cláudia lembrou que, embora as mulheres representem mais de 40% dos profissionais da área, ocupam apenas 24% dos cargos de comando no jornalismo brasileiro e mundial. Para ela, ampliar a participação feminina nos espaços de decisão é um compromisso da nova gestão.

 

A cerimônia de posse ocorreu no Salão Nobre Hipólito José da Costa, na sede da ARI, em Porto Alegre, reunindo representantes de entidades da imprensa, autoridades e lideranças da sociedade civil. Cláudia Coutinho sucede o jornalista José Maria Rodrigues Nunes, primeiro negro a presidir a entidade e também ex-presidente do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS).

 

O SindJoRS participou da solenidade representado pela 1ª vice-presidente, Katia Marko, e pelas diretoras Thamara Costa, Carla Seabra, Jeanice Dias e Stela Pastore, que representou a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). 

 

Texto: Stela Pastore / Diretoria SindJoRS

 

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